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ENERGIA GEOTÉRMICA

7 de Janeiro de 2007

Energia Geotérmica ou Energia Geotermal (energia obtida a partir do calor proveniente da Terra)

Utilização directa:

- usando reservatórios geotérmicos para aproveitamento do calor para aquecimento de ambiente, termal e outros.

Bombas de calor geotérmicas:

- estes sistemas podem funcionar a água/água, ar/água ou a ar/ar. É feito o aproveitamento das diferenças de temperatura entre o solo e o ambiente, fornecendo calor e frio. O sistema é formado por um conjunto de ligações ao subsolo (tubos com um fluido no interior) que são enterrados horizontal ou verticalmente no subsolo, bomba de calor que no Inverno remove o calor do solo, concentra-o e fornece-o ao edifício e no Verão o processo é revertido, e um sistema de distribuição constituído por um sistema tradicional de canalizações para transporte de calor ou frio (piso ou tectos radiantes ou radiadores), ou por ventilo-convectores nos sistemas a ar.

Centrais Geotérmicas:

- utilização do aproveitamento directo de fluidos geotérmicos. Estes fluidos podem ser água ou vapor que são libertados a altas temperaturas, acima dos 150 ºC. As Centrais Geotérmicas beneficiam as zonas de actividade vulcânica, pois existe uma grande quantidade de fluidos geotérmicos. Os fluidos, ao estarem sobre pressão, vão accionar turbinas que por sua vez, produzem energia eléctrica. As Centrais Geotérmicas teem um papel importante nas Ilhas no aproveitamento da actividade vulcânica.

A Central Geotérmica na Ilha de São Miguel nos Açores é um bom exemplo.

ENERGIAS RENOVÁVEIS

1 de Janeiro de 2007

As energias renováveis são obtidas da Natureza. Elas regeneram-se a si próprias, como o Sol ou o Vento. As Energias Renováveis dividem-se em:

Energia Solar

A Energia do Sol poderá ser convertida em electricidade ou em calor, como por exemplo os painéis solares fotovoltaicos ou térmicos para aquecimento do ambiente ou de águas quentes;

Energia Eólica

A Energia dos Ventos poderá ser convertida em electricidade utilizando turbinas eólicas ou aerogeradores;

Energia Hídrica

A Energia da Água poderá ser convertida em electricidade tirando partido dos rios, das marés e das ondas , como exemplo as barragens;

Energia Geotérmica

A Energia da Terra poderá ser convertida em calor para aquecimento do ambiente e da água;

A integração de energias renováveis nos edifícios é um desafio para o qual o objectivo é conceber um edifício eficiente que permita a incorporação de um sistema que capte a energia e a transforme numa fonte de energia que seja útil para o edifício. Na realidade a colocação de, por exemplo, painéis solares na cobertura do edifício não é por si só uma medida eficiente de energia, pois se não tivermos em conta a eficiência do edifício esta pode nem ser suficiente para comportar a energia, por exemplo, da iluminação quanto mais do resto dos sistemas. Daí a importância da integração dos sistemas de energias renováveis em edifícios eficientemente energéticos que até esse ponto esgotaram todas as possíveis estratégias de design passivo na sua concepção ou que na sua reabilitação foram tidas em conta medidas de reabilitação energética e de eficiência energética.

Os incentivos à utilização de energias renováveis e o grande interesse que este assunto levantou nestes últimos anos deve-se principalmente à consciencialização da possível escassez dos recursos fósseis (como o petróleo) e da necessidade de redução das emissões de gases nocivos para a atmosfera, os GEE (Gases de efeito de estufa). Este interesse deve-se em parte aos objectivos da União Europeia, do Protocolo de Quioto e das preocupações com as alterações climáticas.

A utilização das energias renováveis, como por exemplo os painéis solares térmicos e fotovoltaicos, para a produção de calor e de energia eléctrica a partir do aproveitamento da energia solar, é uma forma para a qual Portugal dispõe de recursos de grande abundância, comparando a disponibilidade de horas de Sol por ano com outros países da União Europeia. No entanto, estes devem ser tidos como complementos à arquitectura dos edifícios que não devem descurar o aproveitamento de estratégias de design passivo, como o uso da orientação solar, da ventilação natural, da inércia térmica e do sombreamento, entre outras. Estas estratégias são uma solução bastante vantajosa devido ás condições climatéricas favoráveis para a obtenção de uma maior sustentabilidade nos edifícios em Portugal.

A promoção da eficiência energética e a utilização de energias renováveis em edifícios tem sido feita pela revisão e aplicação de Regulamentos, como o RCCTE e o RSECE, e pela aprovação da criação de um Sistema de Certificação Energética, visando a redução dos consumos de energia e correspondentes emissões de CO2. Pois o sector dos edifícios nos consumos médios anuais de energia em Portugal representam, de acordo com dados do início da década de 2000 da DGE, cerca de 22% do consumo em energia final do país, onde nas grandes cidades este número sobe para 36%. Estes números têm vindo a aumentar cerca de 3,7% no sector residencial e 7,1% no sector dos serviços.


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