Artigos etiquetados com ‘Energia Solar’

ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

5 de Janeiro de 2007

A Energia Solar Fotovoltaica é a  transformação directa da radiação solar que incide sobre materiais semi-condutores em energia eléctrica através do efeito fotovoltaico. Esta tecnologia (solar fotovoltaica) domina o mercado global e baseia-se numa tecnologia standard de silício cristalino (mono e multicristalina). A primeira célula fotovoltaica, de silício monocristalino, foi concebida em 1954 nos Estados Unidos, o desenvolvimento da segunda geração da tecnologia fotovoltaica, a geração do filme fino, de silício amorfo hidrogenado, desenvolvido em 1976, como também os filmes CIS (Cobre Índio Selénio) e CdTE (Cádmio Telúrio), foram desenvolvidas para reduzir os custos da tecnologia fotovoltaica através do desenvolvimento de materiais de menor custo e com processos produtivos mais eficientes. (SPES, 2006)

Painel com células fotovoltaicas

Constituído por Painel Solar (produz energia eléctrica em Corrente Contínua), Conversor de Corrente Contínua em Corrente Alterna (a energia consumida pelos equipamentos eléctricos), Controlador de Carga, Bateria (a energia eléctrica pode ser armazenada na Bateria controlada pelo Controlador de Carga), Gerador (para autonomia do sistema) e ligação à rede eléctrica, onde pode ser injectada parte ou toda a energia eléctrica produzida.

PAINÉIS SOLARES TÉRMICOS

4 de Janeiro de 2007

Existem dois Tipos de Colectores:

Colectores Planos (com ou sem vácuo)

- são constituídos geralmente por uma cobertura transparente, uma série de tubos em paralelo ou em serpentina com um fluido (ar, água ou outro) no interior e uma caixa isoladora. Os Colectores Planos com vácuo são constituídos por tubos de vidro transparente e tubos metálicos em vácuo que eliminam as perdas por convecção.

Colectores tipo CPC ou Concentrador parabólico

- têm capacidade para produzirem temperaturas mais altas (>70ºC) com a diferença que a superfície absorvedora é constituída por uma grelha de alhetas onde a captação é feita na parte superior por incidência directa e na parte inferior por reflexão.

Tipo de Sistemas:

Circulação por Termossifão - constituído por colector solar e um depósito acumulador que acumula a água quente durante o dia, este deve ser isolado termicamente, e tem o apoio auxiliar de uma resistência eléctrica.

Circulação Forçada - constituído por colector solar, depósito acumulador, bomba circuladora e comando diferencial.

ENERGIAS RENOVÁVEIS

1 de Janeiro de 2007

As energias renováveis são obtidas da Natureza. Elas regeneram-se a si próprias, como o Sol ou o Vento. As Energias Renováveis dividem-se em:

Energia Solar

A Energia do Sol poderá ser convertida em electricidade ou em calor, como por exemplo os painéis solares fotovoltaicos ou térmicos para aquecimento do ambiente ou de águas quentes;

Energia Eólica

A Energia dos Ventos poderá ser convertida em electricidade utilizando turbinas eólicas ou aerogeradores;

Energia Hídrica

A Energia da Água poderá ser convertida em electricidade tirando partido dos rios, das marés e das ondas , como exemplo as barragens;

Energia Geotérmica

A Energia da Terra poderá ser convertida em calor para aquecimento do ambiente e da água;

A integração de energias renováveis nos edifícios é um desafio para o qual o objectivo é conceber um edifício eficiente que permita a incorporação de um sistema que capte a energia e a transforme numa fonte de energia que seja útil para o edifício. Na realidade a colocação de, por exemplo, painéis solares na cobertura do edifício não é por si só uma medida eficiente de energia, pois se não tivermos em conta a eficiência do edifício esta pode nem ser suficiente para comportar a energia, por exemplo, da iluminação quanto mais do resto dos sistemas. Daí a importância da integração dos sistemas de energias renováveis em edifícios eficientemente energéticos que até esse ponto esgotaram todas as possíveis estratégias de design passivo na sua concepção ou que na sua reabilitação foram tidas em conta medidas de reabilitação energética e de eficiência energética.

Os incentivos à utilização de energias renováveis e o grande interesse que este assunto levantou nestes últimos anos deve-se principalmente à consciencialização da possível escassez dos recursos fósseis (como o petróleo) e da necessidade de redução das emissões de gases nocivos para a atmosfera, os GEE (Gases de efeito de estufa). Este interesse deve-se em parte aos objectivos da União Europeia, do Protocolo de Quioto e das preocupações com as alterações climáticas.

A utilização das energias renováveis, como por exemplo os painéis solares térmicos e fotovoltaicos, para a produção de calor e de energia eléctrica a partir do aproveitamento da energia solar, é uma forma para a qual Portugal dispõe de recursos de grande abundância, comparando a disponibilidade de horas de Sol por ano com outros países da União Europeia. No entanto, estes devem ser tidos como complementos à arquitectura dos edifícios que não devem descurar o aproveitamento de estratégias de design passivo, como o uso da orientação solar, da ventilação natural, da inércia térmica e do sombreamento, entre outras. Estas estratégias são uma solução bastante vantajosa devido ás condições climatéricas favoráveis para a obtenção de uma maior sustentabilidade nos edifícios em Portugal.

A promoção da eficiência energética e a utilização de energias renováveis em edifícios tem sido feita pela revisão e aplicação de Regulamentos, como o RCCTE e o RSECE, e pela aprovação da criação de um Sistema de Certificação Energética, visando a redução dos consumos de energia e correspondentes emissões de CO2. Pois o sector dos edifícios nos consumos médios anuais de energia em Portugal representam, de acordo com dados do início da década de 2000 da DGE, cerca de 22% do consumo em energia final do país, onde nas grandes cidades este número sobe para 36%. Estes números têm vindo a aumentar cerca de 3,7% no sector residencial e 7,1% no sector dos serviços.


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